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Entrevista: Rosa Amanda e seu “nó na cabeça”

Data: 08/09/2011

Formada em Jornalismo, Rosa Amanda Strausz fez sua estreia na literatura com Mínimo Múltiplo Comum, em 1990. A recepção ao livro não poderia ser maior: Rosa Amanda recebeu até um Prêmio Jabuti pela obra! Prenúncio melhor para a vida de uma escritora, não pode haver, certo? Alguns anos depois, a escritora entrou para o mundo da literatura infantil e continuou a ser reconhecida. Mamãe trouxe um lobo para casa, lançado originalmente em 1995, lhe rendeu, no ano seguinte, o Prêmio Revelação da FNLIJ.

Com diversos livros publicados pela FTD – até o momento, são oito obras, incluindo uma edição com Mamãe trouxe… e A coleção de bruxas do meu pai -, a autora comemora o lançamento de Um nó na cabeça. Escrito e lançado em 1998, a obra ganha versão com novas ilustrações, dessa vez pela FTD.

A tarde de autógrafos aconteceu na última terça-feira, em meio ao burburinho da Bienal do Livro do Rio. Conversamos com Rosa Amanda para descobrir um pouquinho mais sobre o livro. Confira abaixo!

 

FTD: Um nó na cabeça conta, como você mesma diz em seu blog, “a história de um carneiro que tinha uma maneira muito particular de ver o mundo, o que lhe trazia sérios problemas”. De onde veio a inspiração para essa história?
Rosa Amanda Strausz: Este livro foi inspirado na história de um primo meu, que é esquizofrênico e tem um talento extraordinário para a pintura. Conversando com ele, percebi que aqueles que são considerados loucos têm apenas um modo diferente do nosso de ver a vida.


FTD: Neste livro
, você trabalhou com Laurent Cardon, ilustrador de outros de seus livros. Como é o trabalho para escolher um estilo para os desenhos da capa e miolo?
Rosa Amanda Strausz: Laurent Cardon já tinha ilustrado a primeira edição do Um nó na cabeça e outros livros meus. A relação com o ilustrador varia de acordo com o estilo de trabalho de cada um. No nosso caso, o diálogo existe e é muito produtivo. Costumamos conversar antes de começar um projeto. Depois, deixo-o trabalhar em paz. Adoro ser surpreendida pelo resultado, o que só acontece quando a gente confia muito no parceiro.


FTD: Qual a importância que você atribui à ilustração em um livro infantil?

Rosa Amanda Strausz: Depende do livro infantil. Depende da ilustração. No caso do Um nó na cabeça, a ilustração reforça aspectos da história, criando um clima bastante mágico e onírico.


FTD: Apesar de ser bastante conhecida pelos seus livros infantis, você também escreve para adultos e já lançou até um com contos de mistério. Há algum gênero que você goste mais de escrever?

Rosa Amanda Strausz: Tenho três livros para adultos e o de terror é para adolescentes. Não me apego a gêneros, tudo depende de como está a minha cabeça naquela momento.


FTD: E na hora de ler, o que você prefere?

Rosa Amanda Strausz: Eu leio de tudo. Acho que o escritor não pode estar alheio ao que se produz no mundo. Leio dos clássicos aos alternativos, leio porcaria, leio ensaios e crítica.

 

 

 

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